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Como o Pink Floyd mudou o rock and roll com o primeiro disco da carreira.

11 AGO 2017
11 de Agosto de 2017

Antes de se tornarem titãs do rock progressivo, os músicos que iriam formar o Pink Floyd começaram de forma convencional. O repertório era basicamente constituído de covers de artistas de R&B norte-americanos, algo bastante similar ao que Rolling Stones, Yardbirds e outras bandas britânicas faziam. Sob o comando inicial de Roger “Syd” Barrett, porém, o grupo iria muito além do blues. O destino de Barrett era borrar os limites entre som e imagem, transformando de maneira sinestésica o passava em sua mente em um tipo de música nunca ouvida até então.

Logo no início, a formação se fixou em Barrett (guitarra), Roger Waters (baixo), Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclados). Barrett, que rebatizou a banda como Pink Floyd (The Abdabs e The Tea Set foram alguns dos primeiros nomes), era o líder e frontman. A imaginação do jovem se comparava ao entusiasmo que ele mantinha pela ingestão de substâncias alucinógenas.

As apresentações do nascente Pink Floyd em clubes underground de Londres não demoraram a ficar concorridas. A banda apimentava a performance com efeitos eletrônicos e muito feedback, antecipando o rock psicodélico que iria invadir a cena inglesa. Em umas destas ocasiões, o quarteto foi visto por um professor chamado Peter Jenner, que acabou se tornando empresário dos músicos. Uma de suas primeiras providências foi incentivar Barrett a desenvolver suas próprias e estranhas canções.

Jenner assinou o quarteto com a gravadora EMI Columbia, resultando no lançamento dos singles “Arnold Layne” e “See Emily Play”, lançados no primeiro semestre de 1967. A primeira canção falava de um rapaz que roubava peças íntimas femininas de varais de roupa; a segunda era sobre uma garota que Barrett viu dormindo no mato. Não eram faixas convencionais, nem na estrutura nem nas letras. Mas as cativantes melodias de Barrett pegavam instantaneamente. Estes discos de sete polegadas se tornaram sucesso nas paradas e transformaram o Pink Floyd na nova sensação do rock inglês. Barrett virou um astro, algo com que ele não lidava bem. Começou a exagerar na dose de LSD; seu comportamento foi se tornando cada vez mais errático.


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